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Totem de pedidos x totem de checkout: diferenças e quando usar cada um

Os dois são uma tela com leitor de cartão, mas resolvem filas opostas. Um tira a fila da entrada, o outro tira a fila da saída, e escolher o errado é pagar por um equipamento que não mexe no seu gargalo.

Resposta rápida: o totem de pedidos fica na chegada: o cliente monta o pedido, paga antes de consumir e retira com senha, o que resolve a fila para pedir. O totem de checkout fica na saída: o consumo já foi lançado na comanda pelo garçom, pela balança ou pelo caixa, e o cliente só lê a comanda, confere e paga. Escolha pelo lugar onde a sua fila se forma: na entrada ou na saída.

"Quero colocar totem para acabar com a fila." A frase é comum, mas incompleta. Fila de quê? No hambúrguer do horário de almoço, a fila é de gente esperando para pedir. No restaurante por quilo às 13h30, a fila é de gente que já comeu e só quer pagar e voltar para o trabalho. São dois problemas diferentes, em pontas opostas da visita do cliente, e cada um tem o seu tipo de totem.

Este artigo explica o que cada um faz, compara os dois lado a lado e mostra como descobrir em qual ponta está o seu gargalo antes de comprar qualquer equipamento.

O que cada totem faz

Totem de pedidos: a fila da entrada

É o formato mais conhecido. O cliente chega, escolhe os itens no cardápio com fotos, personaliza, recebe a sugestão de adicional ou combo, paga no próprio totem e recebe uma senha. O pedido vai direto para a cozinha e o cliente espera a chamada para retirar. O pagamento acontece antes do consumo, e o totem substitui o caixa como ponto de entrada do pedido. Saiba como ele funciona na prática na página do totem de autoatendimento para pedidos.

Totem de checkout: a fila da saída

Aqui o pedido já aconteceu. O garçom lançou as bebidas na comanda, a balança lançou o peso do prato, o caixa registrou a sobremesa. Na hora de ir embora, o cliente aproxima a comanda do leitor do totem, vê cada item e o total, paga e sai. O pagamento acontece depois do consumo, e o totem substitui o caixa da saída. Os detalhes estão na página do totem de checkout.

Comparativo lado a lado

Critério Totem de pedidos Totem de checkout
Fila que resolve Para pedir e pagar no balcão Para pagar na saída
Quando o cliente paga Antes de consumir Depois de consumir
Quem lança o consumo O próprio cliente, na tela Garçom, balança ou caixa, na comanda
Onde fica Na entrada, antes do balcão Perto da saída, no caminho natural de quem vai embora
O que precisa existir antes Cardápio bem montado, senha e cozinha organizada Comanda individual lida pelo sistema
Efeito no ticket Sugestão de adicional e combo em todo pedido Pequeno: o consumo já aconteceu
Combina com Hamburgueria, fast-food, açaí, praça de alimentação Restaurante por quilo, bar, salão com comanda

Repare na linha do ticket. O totem de pedidos vende: ele mostra adicionais e combos na hora em que o cliente ainda está escolhendo. O checkout não tem esse papel, porque quando o cliente chega nele a refeição já acabou. O ganho do checkout é outro: velocidade na saída, caixa livre e conta conferida pelo próprio cliente.

Como descobrir onde está a sua fila

Antes de cotar equipamento, passe um pico inteiro observando. Leva uma hora e evita uma compra errada.

  1. Marque o horário de maior movimento. Almoço, happy hour ou noite de sábado, conforme a sua casa.
  2. Conte as pessoas paradas em cada ponto. A cada dez minutos, anote quantas estão esperando para pedir e quantas esperando para pagar.
  3. Cronometre o atendimento em cada ponto. Quanto tempo leva um pedido no balcão e quanto leva um pagamento na saída.
  4. Observe quem desiste. Cliente que olha a fila na porta e vai embora é sinal de gargalo na entrada. Cliente que reclama na saída, ou deixa a conta para o colega pagar, é sinal de gargalo no caixa final.
  5. Confira se a cozinha acompanha. Se a fila de pedido some e o balcão de retirada lota, o problema é produção, não totem.

O protocolo completo de medição, com o que anotar em cada pedido, está em quanto tempo o totem economiza na fila.

Regra prática: se o cliente espera para pedir, o caminho é o totem de pedidos. Se ele espera para pagar o que já consumiu, o caminho é o totem de checkout. Se espera pelos dois, comece pela fila que faz mais gente desistir.

Quando o totem de pedidos é a escolha certa

Ele faz sentido quando o pedido é feito no balcão, o cliente paga antes de receber e o movimento se concentra em poucas horas. Hamburgueria, lanchonete, açaiteria, cafeteria e praça de alimentação são os casos típicos. Também é a escolha natural quando o cardápio tem muita personalização: montar um hambúrguer ou um copo de açaí na tela é mais rápido e mais certo do que ditar para o atendente.

Para funcionar, três coisas precisam estar prontas: cardápio com adicionais e combos cadastrados, um sistema de senha para a retirada e uma cozinha que receba o pedido organizado. Se você ainda não sabe se o volume justifica, os sinais estão em quando o totem de autoatendimento faz sentido.

Quando o totem de checkout é a escolha certa

Ele faz sentido quando o consumo acontece antes do pagamento e cada cliente tem a sua comanda. Três operações se encaixam perfeitamente:

Há um ganho que costuma ser subestimado: a conta conferida. No checkout o cliente vê cada item antes de pagar. Se algo foi lançado errado, ele aponta na hora, e não depois de pagar, quando a discussão é mais difícil. Para isso funcionar, o lançamento na comanda precisa ser confiável desde o começo, o que depende de o garçom registrar o pedido no sistema e não no papel, como explica o artigo sobre comanda eletrônica e pedido errado no salão.

A sua fila está na entrada, na saída ou nas duas?
No Xefo, o totem de pedidos e o totem de checkout usam o mesmo cardápio, a mesma comanda e o mesmo pagamento por TEF, com chip, aproximação e Pix. Do totem à NFC-e, sem comissão por pedido.

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O que os dois têm em comum

Por fora, os dois são o mesmo tipo de equipamento: tela, leitor de cartão e, em geral, impressora para o comprovante. Por isso algumas decisões valem para ambos:

  • Pagamento completo. Com TEF integrado ao pinpad, o totem aceita chip, aproximação e Pix. Totem que só aceita aproximação manda parte dos clientes de volta para o caixa.
  • Nota fiscal automática. A NFC-e deve sair ao final do pagamento, sem ninguém digitar nada.
  • Internet estável e reserva. Nenhum dos dois funciona sem conexão, porque o pagamento e a consulta da comanda dependem dela. Tenha uma rede de reserva, como um chip 4G no roteador, e um caixa humano como plano B.
  • Gente por perto. Nas primeiras semanas, alguém da equipe precisa ficar ao lado para orientar e resolver exceção, como cartão recusado ou comanda com item contestado.

Erros comuns na escolha

  • Comprar totem de pedidos para resolver fila de saída. No quilo ou no bar, o cliente continua parado no caixa final, agora com um totem bonito e pouco usado na entrada.
  • Colocar checkout sem comanda individual. Se a mesa inteira divide uma comanda só, o totem vira palco de negociação de conta. Organize a comanda antes.
  • Esconder o checkout. Ele precisa estar no caminho de quem sai, visível da mesa, e não num canto atrás do caixa.
  • Acabar com o caixa humano. Quem paga em dinheiro, quem tem dúvida e quem não quer usar a tela precisa de alternativa. O totem tira volume do caixa, não precisa eliminá-lo.
  • Esquecer a retirada. No totem de pedidos, a fila pode migrar do caixa para o balcão de retirada se não houver senha organizada e cozinha acompanhando.

Depois de identificar a ponta certa, a decisão fica simples: o totem certo é o que fica onde o seu cliente hoje está parado esperando. E se ele espera nas duas pontas, os dois formatos convivem no mesmo sistema.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre totem de autoatendimento e totem de checkout?

No totem de autoatendimento de pedidos, o cliente escolhe os itens, paga e só depois consome, retirando com senha. No totem de checkout, o cliente já consumiu: o que ele comeu ou bebeu foi lançado numa comanda durante a visita, e na saída ele lê essa comanda no totem, confere os itens e paga sozinho, sem passar pelo caixa.

Restaurante por quilo precisa de totem de pedidos ou de checkout?

Na maioria dos casos, de checkout. No quilo o cliente se serve e pesa, então o pedido já acontece na balança. A fila aparece na saída, quando todo mundo quer pagar ao mesmo tempo no fim do almoço. Com a balança lançando o peso na comanda, o totem de checkout permite que vários clientes paguem em paralelo.

O totem de checkout funciona com qualquer comanda?

Ele precisa ler uma comanda que o sistema conheça, porque o totem busca o consumo lançado nela. No Xefo, o checkout funciona com as comandas que o garçom, o caixa e a balança já usam no sistema: o cliente aproxima a comanda do leitor, vê cada item, paga com chip, aproximação ou Pix, e a NFC-e é emitida automaticamente.

Posso ter os dois tipos de totem no mesmo restaurante?

Pode, e faz sentido em operações mistas. Um bar com balcão de drinks e salão com comanda, por exemplo, pode usar o totem de pedidos para quem quer só uma bebida rápida e o checkout para quem passou a noite consumindo na comanda. O importante é que os dois usem o mesmo cardápio e o mesmo caixa.

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